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Faculdade de Engenharia de Bauru
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Pós-graduação > Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil e Ambiental

Histórico do Curso

Até 1997 as pesquisas no Departamento de Engenharia Civil da FE - Guaratinguetá (FEG) eram individuais e fragmentadas. A partir de 1997, foi assinado o Convênio entre a UNESP e a FINEP, no Programa RECOPE/REHIDRO. Esse projeto uniu um grupo de pesquisadores de várias áreas de conhecimento, trabalhando de forma integrada e participativa possibilitando a interação com vários centros de pesquisas já consolidados em estudos ambientais. A partir dessa estrutura foi criado o Grupo de Pesquisa intitulado Monitoramento e Gerenciamento de Bacias Hidrográficas, cadastrado no CNPq. O suporte da FINEP permitiu a consolidação e amadurecimento desse grupo de pesquisa, o que possibilitou a continuidade das pesquisas através de outros Editais de órgãos de fomento. Praticamente nesse mesmo tempo, na Faculdade de Engenharia de Bauru, incorporada pela UNESP em 1988, implantou o primeiro curso de mestrado em 1996, com a denominação de Programa de Pós-graduação em Engenharia, Área de Concentração Engenharia Industrial, agregando docentes dos Departamentos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Engenharia Civil. Uma das linhas de pesquisa, Manejo de Resíduos, contemplava quatro membros do Grupo de Pesquisa de Resíduos Urbanos e Rurais, cadastrado no CNPq desde 1994. Em 2003, com reformulações sugeridas por assessores da CAPES, da área de Engenharias III, o curso passou a se denominar Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica, desvinculando os docentes dos Departamentos de Engenharia Elétrica e Civil. Em 1994 também foi criado o Grupo de Pesquisa Geotecnia de Solos Tropicais do Departamento de Engenharia Civil da FEB, onde uma das linhas de pesquisa importantes era a de investigação geotécnica e geo-ambiental. Em função da convergência de pesquisas dos membros desses Grupos, a partir de 2007 os mesmo foram fundidos num só: Grupo de Geotecnia e Saneamento Ambiental, enfocando pesquisa na área de qualidade do solo e das águas. Ao longo dos últimos anos a UNESP tem estimulado a consolidação de grupos de pesquisas afins, que se encontram distribuídos geograficamente no Estado de São Paulo, com o intuito de nuclear programas de mestrado e doutorado, que pudessem alcançar níveis de qualidade consistentes. Pelas atuais características da universidade, observou-se que a estruturação de programas envolvendo diferentes unidades universitárias seria altamente benéfica, dadas as características peculiares, seja por similaridades quanto a pesquisa, como por diversidades caracterizadas pelas diferentes formações e faixas etárias dos pesquisadores. Neste caso em particular, deve ser destacado que o Campus Experimental de Sorocaba constitui-se de um corpo de pesquisadores jovens e com produção técnica e científica consistente, como pode ser verificado nos itens respectivos. Por outro lado, destacam-se docentes pesquisadores de unidades mais antigas, como a FEG e a FEB, com o envolvimento de pesquisadores com pós-doutoramento e bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq. Avaliando-se os históricos de pesquisa e o potencial da inserção e articulação em um programa interunidades, as três unidades (FEB, FEG e Sorocaba) em 2008, elaboraram uma proposta compatível com a forte demanda de profissionais e de pesquisa nas áreas de Engenharia Civil e Ambiental nos eixos de grande desenvolvimento do Estado de São Paulo. Essa proposta foi aprovada e o Programa de Mestrado interunidades da Unesp teve início 2009.
No período de 2009 a 2013, o sistema de videoconferência mostrou-se como importante ferramenta do Programa, tornando viável a interação entre docentes de diferentes campi e a difusão de conhecimento entre as diferentes regiões do Estado de São Paulo. Pelas afinidades de docentes do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da UNESP de Rio Claro com linhas de Pesquisa do Programa, assim como a existência do Curso de Graduação em Engenharia Ambiental nesse Instituto, essa Unidade começou a fazer parte do Programa como colaboradora e agora na Proposta de Doutorado passará a integrá-la com o acréscimo de mais um docente que atua diretamente na linha de pesquisa Investigação e monitoramento geoambiental, empregando a geofísica. Deste modo, com a inclusão do Campus de Rio Claro aumenta o número de regiões atendidas pelo Programa.
Para permitir um melhor entendimento da evolução do PPGCA da UNESP, seu histórico é apresentado, com destaque para os índices CAPES de avaliação. Também serão descritas as principais ações e características do Programa, o qual vem sendo seriamente conduzido, seguindo as diretrizes da CAPES.
- Resumo do resultado da avaliação do triênio anterior
Na última Avaliação Trienal da CAPES, primeira avaliação plena do Programa, três dos cinco quesitos avaliados obtiveram conceito “Muito Bom”, típicos de Programas Nota 5. Esses quesitos foram: 2 - Corpo docente, 3 - Corpo discente, teses e dissertações e 4 - Produção intelectual. Os outros dois quesitos (1 - Proposta do Programa e 5 - Inserção social) foram avaliados como “Bom”. Importante destacar que os quesitos mais importantes, que dependem da qualidade do corpo docente, do corpo discente e da sua produção intelectual foram avaliados com o mais alto conceito possível.
Com base nessa avaliação consideramos que o Corpo Docente da Proposta de Doutorado em Engenharia Civil e Ambiental na UNESP tem a maturidade e experiência necessária para contribuir de forma mais significativa para o estado da arte das áreas de geotecnia e saneamento regional e nacional, com implicações para a modernização dos sistemas produtivos e provisão de serviços essenciais para o avanço da qualidade de vida da sociedade.
- Regras de Credenciamento e Descredenciamento
Visando buscar uma melhor qualificação do corpo docente, o Conselho do Programa estabeleceu regras de credenciamento e descredenciamento de docentes no Programa. Assim, estabeleceu-se como ponto de partida que um docente permanente deve atingir 110 pontos no triênio anterior aplicando-se a seguinte expressão: 110*A1 + 85*A2 + 70*B1 + 55*B2, em que os estratos A1, A2, B1 e B2 representam o número de artigos publicados em periódicos indexados, segundo o Qualis da CAPES, para a área de Engenharias I. Além disso, devem apresentar a capitação de recursos para pesquisas em órgãos de fomento para credenciamento inicial. Os docentes que não atendem essa regra não recebem vagas para orientação naquele ano. Aqueles que não atingirem esse resultado devem encerrar suas orientações e demais atividades no Programa para serem descredenciados. Quando a disciplina que ele ministra é muito importante, poderá ficar credenciado como colaborador. O Conselho vem empregando esse critério como primeiro indicativo da qualidade dos trabalhos realizados no Programa. Este regra vem sendo revista para adequá-la à realidade do Programa, com base nos indicativos da evolução dos critérios de avaliação da CAPES. Essa regra é de conhecimento de todo o corpo docente e está publicado na página oficial do Programa, visando dar transparência ao processo. Na aplicação do primeiro recredenciamento, após os primeiros 5 anos de funcionamento do Programa, tivemos apenas um docente que passou para a condição de colaborador e outro que foi descredenciado.
- Corpo Docente do Programa
O corpo docente do Curso de Doutorado é praticamente o mesmo do Curso de Mestrado do PPGCA, com alguns ajustes. O Programa contava até o final de 2013 com 17 docentes, 16 permanentes e 1 colaborador, todos contratados em dedicação exclusiva na UNESP. Temos recebido novas solicitações de interessados em credenciamento e aqueles que atendem ao perfil de pesquisador estabelecido pela regra de credenciamento passam a integrar o Programa. Isto ocorreu no início de 2012, quando os Profs. Lodi, Rodrigues, Silva (FE-Bauru) e Moruzzi (IGCE-Rio Claro) foram credenciados no Programa. Buscando fortalecer o corpo docente para implantação do Doutorado, fazem parte dessa Proposta dois novos docentes: o Prof. Manzato, recém contratado no Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da FE-Bauru e o Prof. Moreira  do Departamento de Geologia Aplicada do IGCE-Rio Claro. O primeiro é um engenheiro civil que atua na área de geoprocessamento, com doutorado na Eindhoven University of Technology - Holanda e atuará na linha de pesquisa “Diagnóstico e Intervenções em Bacias Hidrográficas”. O outro é geólogo com doutorado em geofísica no IGCE-Rio Claro e atuará na linha de pesquisa “Investigação e Monitoramento Geoambiental”. Deste modo, o Programa continuará com 18 docentes, 16 permanentes e dois colaborares. Os colaboradores serão o Prof. Samuel Oliveira que já ocupava essa condição e a Profa. Anna Peixoto. O Prof. Eduardo Oliveira, que era docente permanente no mestrado, não participa da Proposta de Doutorado, pois foi descredenciado do mestrado em 2014.
Entendemos que essas ações têm contribuído para que nossa avaliação seja MUITO BOM em dois índices importantes: 4.1. Publicações qualificadas do Programa por docente permanente; e 4.2. Distribuição de publicações qualificadas em relação ao corpo docente permanente do Programa.
Além disso, esses índices de excelência na produção do corpo docente também são resultados de ações estratégicas do Programa, tais como: a) fomento da tradução de artigos para a língua inglesa com o apoio da PROPG e da FEB; b) estabelecimento de uma estrutura de avaliação continuada dos docentes do Programa.; c) estabelecimento de avaliação individualizada (para cada docente) dos índices de desempenho CAPES, com o objetivo de identificar docentes com baixa produção; d) aplicação das regras de credenciamento e descredenciamento de forma que o docente possa avaliar seu desempenho e comparar com dos seus pares.
- Corpo discente e dissertações
Os indicadores que avaliam o corpo discente e suas dissertações também atingiram índices de excelência (Muito Bom), em três dos quatro itens avaliados. São eles: 3.1 Quantidade de teses e dissertações defendidas no período de avaliação ...; 3.2. Distribuição das orientações das teses e dissertações defendidas ...; 3.4. Eficiência do Programa na formação de mestres e doutores bolsistas. O Conselho do Programa está preocupado com o fluxo e partir desse ano voltará a realizar o processo seletivo duas vezes ao ano. Assim, espera-se um aumento no fluxo de orientações concluídas. O índice que mede o tempo médio de titulação, em meses, foi avaliado como eficiente, segundo os padrões da área, igual 27,3 meses.
- Qualidade da Produção Científica
O Programa tem mantido grande parte de suas publicações nos estratos A1, A2, B1 e B2 estabelecidos pelo Qualis da CAPES na área de Engenharias I. No triênio de 2010-2012, grande parte das publicações foram feitas em periódicos indexados nestas faixas. Isso resultou no índice PQD1 médio no triênio de 0.69, superior ao recomendado para cursos Nota 5 da Engenharias I (PQD1 maior que 0,56 para conceito Muito Bom, para as Engenharia I). Também tivemos um ótimo indicativo da participação de docentes do Programa nas publicações nesses estratos (DPD), que aumenta a cada ano: era 38,5 em 2010, 46,2 em 2011 e 76,5 em 2012. Assim, o Programa também evoluiu significativamente na qualidade e distribuição da produção científica, mantendo-se no conceito máximo nesses dois índices.
- Acompanhamento do discente
Outra estratégia mantida pelo Programa tem sido o acompanhamento dos discentes desde o seu ingresso até o momento em que finalizam seus trabalhos de dissertação. As iniciativas de acompanhamento têm como objetivo supervisionar plenamente a evolução dos trabalhos de mestrado desenvolvido pelos discentes. Com o objetivo de ampliar esse acompanhamento, foi instituído o Seminário do PPGCA. O acompanhamento dos discentes em todo seu percurso até a defesa da dissertação, é possível manter o tempo de titulação (27,3 meses) e quantidade de teses e dissertações defendidas por ano (ORI=1) dentro dos padrões estabelecidos pela CAPES para essa área.
- Ações institucionais da UNESP para fortalecimento da pós-graduação
- A Reitoria da UNESP, por meio de seu Planejamento Estratégico de longo prazo (PDI) priorizou apoio a novos cursos de pós-graduação em áreas: (a) ainda não contempladas na UNESP, que é o caso de um Curso de Doutorado em Engenharia de Civil e Ambiental; (b) Editais anuais da Pró-Reitoria de Pesquisa para financiar a Pesquisa e a Programa de Pós-Graduação. Deste modo, o PPGCA vem aproveitando todos esses Editais de forma intensa para fortalecer suas quatro linhas de pesquisa;
- Considerações finais sobre a evolução do Programa
O Programa tem incentivado continuamente a captação de recursos financeiros por parte de seus docentes. Além disso, a participação dos docentes em outros Programas de Pós-graduação como docentes colaboradores ou mesmo permanentes, assim como em grupos de pesquisa consolidados, auxilia na captação de recursos financeiros junto as agências de fomento, especialmente FAPESP, CNPq e CAPES.
Os aspectos de infraestrutura do Programa estão melhorando. A ampliação do prédio do Departamento de Engenharia Civil da FE de Guaratinguetá para abrigar laboratórios de pesquisa ligados ao Programa merece destaque. Planos existem na FE-Bauru de ampliar os Laboratórios do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, onde estão a maioria dos laboratórios do Programa desse campus. O Programa também irá equipar novas salas com equipamentos de videoconferência para aulas de disciplinas, bancas e reuniões com os docentes participantes do Programa.
A captação de recursos pelos docentes do PPGCA advindos de órgãos de fomento a pesquisa bem como através de parcerias com as empresas e tem sido bastante considerável, conforme pode ser observado no item 4 - Infraestrutura administrativa e de ensino e pesquisa. Estes recursos têm propiciado as condições necessárias para a melhoria gradativa na infraestrutura de pesquisa do campus e, consequentemente, do Programa.
Cabe destacar a captação de recursos em conjunto com os demais programas da FEB: PRÓ-EQUIPAMENTOS (R$ 202.000,00), CHAMADA PÚBLICA INFRA-PROINFRA FINEP - FAPESP 2011 (da ordem de R$ 900.000,00) e Projeto FAPESP para Modernização dos laboratórios de pós-graduação da FEB (R$ 71.500,00). A soma desses três projetos é superior a um milhão de reais.
Deste modo, os excelentes resultados deste a implantação desse Programa, de 2009 a 2012, culminaram numa avaliação MUITO BOM na grande maioria dos itens e subitens do formulário de avaliação da CAPES, que resultou na Nota 4. A excelente evolução do PPGCA da UNESP justifica a solicitação da abertura de um Curso de Doutorado, e ela está baseada em um modelo cada vez mais atual, o qual agrega pesquisadores de diferentes regiões trabalhando juntos em ensino, pesquisa e difusão do conhecimento. Este novo Curso converterá em benefícios óbvios para a própria instituição e para a sociedade, como vem sendo comprovado pelos resultados de nosso Curso de Mestrado.